quarta-feira, 25 de junho de 2014

A lição!

Na segunda-feira, Gaya passou o dia bem, mais animada, comendo bastante e bebendo o soro que precisava.
A Nina começou a ficar meio triste porque fomos obrigados a passar muito tempo tirando carrapato da filhote e ministrando os remédios.
Durante o jogo de futebol, ficaram com minha mãe, que não queria cuidar de mais cães e agora não desgruda das duas. Se comportaram bem, a danadinha não tem medo de foguete, brincou, dormiu, comeu, com a respiração um pouco melhor mas ainda com muitos carrapatos e pulgas perturbando-a.
Logo após o jogo, conversando com meu irmão, disse a ele que Gaya estava dando trabalho pra tomar um dos remédios porque a quantidade era muito grande, foi quando ele me disse que estava dando a mais e levamos um susto.
Na receita estava 0,6 ml e eu dei duas doses de 6 ml!!! Sim, acreditem, não li a receita. Perguntei quanto era para dar e em uma confusão na comunicação, quase intoxiquei a cadelinha que já está cheia de problemas.
Corri ligar para a clínica e pedir socorro, mas, com a Graça de Deus e de todos os santos, o antiobiótico não é forte o suficiente para causar grandes danos mas claro, corri um risco enorme de agravar o quadro de saúde dela.
Lição aprendida! Por mais que pareça estar certo, nunca dê um remédio a qualquer animal ou pessoa sem ler a receita! Eu aprendi!!!
Naquela noite, resolvi deixar as duas meninas dormindo na sala e voltar para o quarto. Coloquei o celular para despertar e as 4 da manhã dei a dose certa (seguindo a recomendação veterinária), coloquei-a para dormir e aguardei uns 15 minutos, voltei para o quarto e por volta das 5 e meia fui até a sala ver se a Gaya estava bem, já que às vezes com a continuação de um remédio após doses elevadas, pode surgir alguma reação adversa, mas, estava tudo bem.
Dormi.
Na terça-feira, 25/06, Gaya acordou agitada, brincando bastante depois de fazer bagunça na madrugada (derrubando todas as vassouras e brincando com a Nina), me seguindo por todos os cômodos enquanto limpava a casa, e a Nina apenas observando de longe, amuada e com o "intestino solto."
Dia de retorno, deixamos a Nininha e fomos para a veterinária, de ônibus, enquanto ela ainda é filhote e nos deixam entrar.
A veterinária achou que a recuperação está sendo boa, de domingo para terça-feira, Gaya passou de 2,700 kg para 3,200, um lado do pulmão limpou e a febre não voltou mais!
O antibiotico foi estendido e os outros remédios permaneceram com o mesmo prazo, as recomendações ainda mantiveram: sair de casa nem pensar!
Para acabar com as pulgas e os carrapatos, foi receitado o Frontline, o preço salgado compensa pela qualidade.
Chegamos em casa felizes e levamos a Nina para dar uma volta, na tentativa de animá-la. Ao chegar em casa aplicamos o remédio na poodle que parece um ursinho de tão peluda e na Gaya.
De noite as duas brincaram e mais tarde vimos que a nossa adulta estava comendo a ração de filhote, a provável causa do problema intestinal.






 (fotos de segunda e terça-feira 25/06)







terça-feira, 24 de junho de 2014

O começo da Aventura

Gaya foi bem recebida por Nina, que ficou (apesar de sentir ciúme) feliz com a nova companhia.
Antes de a levarmos para a casa, já tinhamos visto que estava enfestada de carrapatos e pulgas, por isso a primeira atitude foi dar um banho pra reduzir a quantidade de bichos. Arrumamos o cantinho da bebê, demos ração, água e muito carinho, porém a Gaya estava fazendo muito barulho para respirar e amuada, por mais nova que seja, o normal seria que brincasse um pouco, mas tudo que ela queria era dormir.
No dia seguinte, domingo, a respiração piorou e a nossa filhotinha continuava triste, amuada e só dormindo. Procuramos uma clínica 24 horas e meu irmão e minha mãe a levaram enquanto eu fiquei com a Nina.
Uma clínica excelente, onde fizeram exame de sangue e tudo que precisavam para saber o que ela tinha:
Desidratada, desnutrida, com febre, abaixo do peso, plaquetas baixas, infecção intestinal entre outros probleminhas de saúde.
Voltaram com a Gaya, 5 remédios, e mais pulgas e carrapatos. Nada de banho, de remédio pra carrapato, rua nem pensar, nem frio, nem calor, nem qualquer coisa pra comer que não seja ração para filhotes.
Começamos a medicação... passou o domingo todo amuada e dormindo.
Na parte da noite, apresentou alguma melhora, brincou um pouco e não teve mais febre.
Dois remédios de oito em oito horas e os outros dois de dose em dose, assim sendo, teria que tomar as 4 da madrugada. Passei a noite acordada, em partes por medo de que ela e a Nina se estranhassem se as deixasse sozinhas, em partes por medo de não acordar para dar o remédio que, segundo a veterinária, teria que ser ministrado nos horários certos para livrar a bebê de uma internação.



(dias 22/sábado e 23 de junho/domingo)




Quem é Gaya?

Olá! Sou Juliana e moro em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Somos uma família apaixonada por animais, em especial por cachorros! Temos uma poodle linda, adotada há um ano, super dócil, que responde pelo nome de Nina, porém, meu irmão e eu sempre tivemos vontade de ter um cão de porte grande.
E por que não? O fato de morarmos em apartamento não poderia ser um empecílio, ou poderia?
Bem, começamos a pesquisar quais as raças de porte grande seriam mais adequadas para morar em um apartamento, lemos inúmeros artigos referentes ao temperamento delas e também sobre experiências de pessoas que criaram os seus em tais condições.
Optamos enfim, por um LABRADOR! Sim! Já sabemos que ele é agitado e come tudo que vê pela frente, até mesmo os móveis e paredes da casa, porém, a raça também tem baixo nível de irritabilidade e se adapta facilmente, além é claro, da indiscutível inteligência do animal.
Fazendo uma busca por doação ou mesmo venda, na região do Vale do Paraíba, encontramos um anúncio onde alguém estava vendendo filhotes de labrador.
Sábado de noite, 21/06, marcamos com a vendedora de nos mostrar os filhostes em frente a um supermercado, em um bairro longe e desconhecido. Como eu ahavia mencionado que gostaria de comprar uma fêmea, nos trouxeram as duas da ninhada, uma champanhe e outra preta, ambas prestes a completar dois meses de vida.
"Uma ninhada de 9 irmãos, disse a moça, estavam rolando no barro do sítio, dei um banhinho nelas, essa clarinha está magra porque não consegue chegar na comida, já que são muitos e já come ração de adulto porque estão junto dos grandes".
O amor pela champanhe surgiu na hora. Uma cachorrinha medrosa, magricela, com carinha de doente e olhos tristes.
Compramos.
Não foi difícil perceber que o filhote estava doente e que provavelmente essa "criadora" é do tipo que coloca seus cães para cruzar apenas com o intuito de gannhar dinheiro, sem o menor cuidado com os animais.
Na vinda de volta pra casa (de ônibus), começamos a pensar em algum nome que lhe trouxesse força, já que ela certamente iria precisar.
E assim, chegamos em casa com a nossa Gaya, a grande e poderosa Deusa da Terra!

(Levando pra casa)